sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

“Davi pensou assim: Algum dia Saul vai me matar. A melhor coisa que posso fazer é fugir para terra dos filisteus. Aí Saul deixará de me procurar em toda a terra de Israel, e assim ficarei livre do perigo.” 1 Samuel 27:1 (NTLH)

Quantas vezes olhamos para nossa frente e não vemos a terra firme? Parece que navegamos em um mar revolto com um espesso nevoeiro, parece que nunca vamos chegar ao local esperado. Quantas vezes lutamos contra as ondas fortes que a vida nos oferece? Quan-tas vezes não vemos as soluções dos nossos problemas?

Davi agora passa a pensar assim. Ele diz que certamente um dia Saul vai conseguir matá-lo. De que adianta lutar? De que adianta resistir se um dia Saul ia conseguir matá-lo? Davi não consulta ao Senhor, mas consulta a si mesmo e tira sua próprias conclusões. Ele esquece-se do azeite dourado que rolou pelo seu rosto, a unção real, a promessa de Deus.

O cansaço tomou conta de Davi, o mar revolto e o espesso nevoeiro o fizeram desistir. Do capítulo 27 ao 30 de primeiro Samuel vamos ver o que acontece com o homem segundo o coração de Deus.
Davi busca refúgio em Gate, e esse lhe dá a cidade de Ziclague para se estabelecer. Davi se associa com os filisteus, ele arma a sua tenda em Ziclague, no quintal de Golias.
Unir-se com o inimigo pode lhe dar um alívio temporário. Saul desiste de sua perseguição implacável.
Agora tudo parece em paz. Em paz sim, por um tempo.
Você pode estar se sentindo sufocado com os problemas e acha que se unindo ao inimigo vai ter o alívio que tanto precisa. Talvez se entregar ao alcoolismo, a uma amante ou a prostituição seja a saída, seja o alívio tanto esperado.
Davi teve paz por um tempo, pois logo que Saul vai a guerra contra os filisteus Davi está de que lado? Dos filisteus. E os filisteus aceitaram a ajuda de Davi? Não. E quando Davi já não era mais importante para o inimigo, pois ele já havia se corrompido, os filisteus também o rejeitam e Davi retorna para Ziclague.

E o que ele encontra em Ziclague? Cinzas, sua família foi levada pelo inimigo, seus bens foram levados pelo inimigo e sua esperança de abrigo seguro também foi levado pelo inimigo. Os homens que retornaram com Davi também desejavam matá-lo. O seu povo agora também o rejeitava. O local de alívio, o acordo com o inimigo que parecia ser muito bom agora se torna verdadeiro, se torna claro, se torna límpido como as águas que correm de um cachoeira.

O inimigo só faz acordo conosco para nos destruir, nos dá um breve tempo de paz, mas depois transforma nossas esperanças em cinzas como fez com Ziclague.

Davi e seus homens, sentam e choram com todas as suas forças, pois é isso que o inimigo quer ver em nós, somente lágrimas e sofrimento, derrota e perdas. No inicio do capitulo 27 Davi dá ouvidos a si mesmo e agora está colhendo os frutos do seu erro e de seu momento de esquecimento das promessas de Deus.
No capítulo 30 ele não se revolta contra Deus, mas entende que errou e retorna ao Senhor, consulta ao Senhor para saber o que fazer com tantas perdas e se devia aceitar as perdas ou partir no encalço dos amalequitas para reconquistar o que perdeu gerado pelas próprias escolhas.

Nunca tome atitudes baseadas nas circunstâncias e na lógica dos fatos. Seja rápido para orar, procure um bom conselho e não desista das promessas de Deus para sua vida.

Por: Leandro Costa
(Licenciado em Teologia pelo STCN – Seminário Teológico Congregacional de Niterói – Membro da 1ª IEC de Icaraí)

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